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Kindle

Quando li que, depois que você tem um Kindle, você lê muito mais, sua velocidade de leitura aumenta, etc, cheguei a duvidar. Até ter um. É. Agora tenho um, e agora eu leio beeeeem mais - no momento, lendo uma montanha de e-book que eu já tinha, mais um outro bando que sempre quis ler e estão lá no DominioPublico ou sites como o Gutenberg, Manybooks, etc, e até então não tinha lido. Ainda não tive a experiência de COMPRAR um e-book e jogar lá pra dentro - e já sei que, comprando em sites como Cultura ou Saraiva, vou ter que fazer uma bela acrobacia para "desproteger" o arquivo que comprei, para poder jogar para dentro do Kindle - mas também ainda tenho tanto livro em papel para ler, mais uma quantidade quase infinita de livros eletrônicos "free" que me interesso de ler, sem contar outros tantos periódicos, revistas, etc, que recebo já em PDF, que, sei não... acho que vai demorar até aparecer um livro novo (e que eu dê "sorte" de sair em formato eletrônico) que eu vá comprar para colocar lá dentro. Uma coisa chata que acontece aqui no Brasil é o fato de as editoras "fugirem" da Amazon (aí a gente tem que fazer malabarismos com os arquivos se quisermos ler num leitor "decente", ao invés de ler em tablets). Como a Amazon pretende instalar uma loja virtual "brasileira" até o fim do ano, imagino que as coisas devem mudar. Espero que apareçam mais (e melhores) livros em Português, etc. Porque, cá entre nós: a leitura em e-paper e muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito mais confortável que qualquer tela "luminosa". É, realmente, praticamente igual a olhar para uma folha de papel... e vai chegar uma hora que vou cansar de ler livros antigos. 🙂

Jornal do Brasil – Especial Drummond – Crônica no “Jornal do Brasil”, em abril de 1977: “Se eu fosse consultado” 

Fonte: Jornal do Brasil - Especial Drummond - Crônica no "Jornal do Brasil", em abril de 1977: "Se eu fosse consultado" .

Crônica no "Jornal do Brasil", em abril de 1977: "Se eu fosse consultado" Jornal do Brasil Se eu fosse consultado (Quinta-feira, 14 de abril de 1977) Carlos Drummond de Andrade Se me dessem a honra de ouvir-me sobre as reformas políticas, eu recomendaria uma ideia bem mais revolucionárias do que as da própria Revolução. E muito mais salutar: a eleição integral, em que todos os brasileiros, mas todos, sem exceção das crianças, hoje tão sabidas, escolhessem seus representantes e dirigente, sob a forma de voto mental absoluto, sem papagaiadas formalísticas. Os mandatos teriam a duração exemplar de 24 horas, o que eliminaria angústias e infartos, e poderiam ser, não digo cassados, pois julgo a expressão extremamente antipática, mas revogados, caso no fluir dos minutos o eleitor achasse que fizera má escolha. Em compensação, poderiam ser renovados na manhã seguinte e nas outras manhãs, sempre que o eleitor se mantivesse contente com os mandatários e não quisesse experimentar outros. Desta maneira teríamos a cada sol, ou a cada dia de chuva, governo e representação popular novos, que, se fossem ótimos, poderiam ser confirmados quando o galo cantasse outra vez (o galo ou a serraria do bairro), e, caso não dessem no couro, teriam feito o menor mal possível à mente do seu eleitor. Já sei que impugnariam o meu projeto, apontando-lhe mil inconvenientes, entre os quais o de provocar a anarquia governamental e legislativa, pois não haveria um só presidente, e sim talvez milhões,  dada a tendência de muito eleitor a votar em si mesmo, o que se repetiria para a eleição para governadores, senadores, deputados, prefeitos e vereadores. Podendo até dar-se o caso de  um mesmo indivíduo eleger-se simultaneamente para todas essas funções. Como governar, como elaborar leis desta maneira? Bem, eu já previa esta objeção principal, como tantas outras, e afirmo que a explanação da ideia fará com que ela rutile em seu justo e convincente esplendor. Os órgãos políticos assim constituídos não trariam a menor perturbação à vida do país. Pelo contrário, só poderiam ofertar-lhe benefícios, pela soma de boas influências de cada eleito, no ânimo de seu respectivo eleitor. A democracia funcionando dentro de nós, com eficácia, e não supostamente do lado de fora, sujeita a esbarrões e desvios. Nisso consiste a beleza do meu sistema. Eu, por exemplo, me daria o prazer, ou o privilégio, de ser governado em 1° de janeiro por mestre Alceu Amoroso Lima. Para renovação da alegria, meu presidente no dia 2 seria Maria Clara Machado (Que diabo, então mulher inteligente não pode assumir o posto?) Depois seria a vez de César Lates, Vinícius de Moraes, Paulo Duarte, Prudente de Morais, neto, essa folha-de-malva que se chama Henriqueta Lisboa, Aliomar Baleeiro, Luis da Camara Cascudo, Fayga Ostrower, Pedro Nava, Francisco Mignone, Enrico Bianco, Eliseth Cardoso, Orígenes Lessa, Fernanda Montenegro ... Tudo gente boa, de respeito. E de imaginação. Estes, e outros assim, os meus presidentes ao longo do ano. Meus vizinhos escolheriam os deles. Ninguém brigando por motivo de ambição. Em santa paz, cada qual seria governado, orientado, instigado pela figura de sua dileção. Por serem de jurisdição limitada ao âmbito das pessoas que os elegessem, não colidiriam entre si tantos presidentes, situados na extensão infinita ( e mínima) … Continue Reading ››

3 x Nietszche

De: Affonso Romano de Sant'anna

1

Deus não precisa da autorização de Nietszche para existir nem de fanáticos que declaram guerra aos infiéis.

Deus -ou que nome se lhe dê- não necessita de preces, lágrimas, promessas.

Deus sequer lê poemas. Na melhor das hipóteses -os escreve mas não assina nem os divulga.

Na verdade, não necessita sequer de nossa leitura.

Ele está em todas as partes e acha vã nossa procura. E quando lê livros de filosofia, ri, soberano            -de nossa loucura

2

Quando Deus tomou conhecimento das teorias de Nietzsche sobre a “ morte de Deus” estava, como sempre, ocupado em fazer e refazer galáxias pelo elementar   prazer divino de recriar-se eternamente.

Desconsolado, então, Nietzsche se matou.

Pesaroso, Deus foi  ao seu enterro como não podia deixar de ser.

3

Ele vai ao Grande Mercado Nietzsche adquirir artefatos para seu discurso.

Há ferramentas para multiuso abrem e fecham qualquer porta e conceito.

Na entrada deve-se pegar um cestinho para colher o que se pode das prateleiras.

Se não se acha o que se procura basta ir um quarteirão mais adiante em duas lojas tudo se encontrará -uma se chama Foucault - a outra Derrida.

(Fonte: dEsEnrEdoS) - marquei com negrito algumas partes interessantes...

Rio + ou – 20

Que beleza a Conferência que está ocorrendo aqui no Rio!!! Todos os problemas mundiais estão sendo discutidos (e civilizadamente!!!), os pontos mais críticos foram bem debatidos e o documento final será um primor!... Opa! Como assim? Não? É, pois é. Eis os fatos:
  • Os moradores da cidade anfitriã são desrespeitados pelos participantes do evento, desde o cerceamento do direito de ir trabalhar, até ter flechas apontadas contra si (pelo "grave delito" de estar trabalhando);
  • As manifestações são um belo carnaval... isso inclui a sujeira deixada por ambos eventos. Talvez a sujeira do evento atual seja mais "sustentável", mas os garis acham que deu no mesmo, os bueiros entopem do mesmo jeito, a cidade está emporcalhada com papelzinho, adesivo e pichação do mesmo jeito, etc;
  • Agora temos também circo ambulante. Gente fantasiada de palhaço, engolidor / curpidor de fogo nas ruas... é uma seriedade de dar inveja...
  • Mulher seminua exigindo respeito, pois "mulher não é só bunda e peito" (fala isso para os homens que estavam assistindo à passeata; pergunte o que foi a única coisa que viram e ouviram da manifestação, e garanto que, para a maioria, terá sido só a última palavra do bordão...
E, por fim, o pior: o Brasil (HAHAHAHA...) fez um documento "lindão" para a discussão na Conferência. Um documento em que todos os pontos que realmente polemizam e são os mais complicados e precisam ser debatidos e se chegar a um consenso, ficaram de fora. Sobraram os que são fáceis de se chegar a um acordo. Se é assim, pra que um evento desse tamanho? Uma videoconferência de 2 ou 3 horas não resolve??? Vão discutir o que, se o que é "discutível" já foi jogado no lixo? Sinceramente, por essas e outras, começo a fazer a campanha para esse tipo de evento não se repetir aqui e lugar nenhum do mundo. É inútil. Pura balela para político aparecer na TV. E, olha, se esse "eventinho" trouxe o transtorno que trouxe pra cá, já começo a achar que deveriam cancelar logo a Copa e as Olimpíadas. O país vai cair no ridículo.

Escrever

Dizem que se eu vier aqui todo dia e escrever qualquer coisa, eu passo a escrever mais e melhor. E o mais curioso é que nem precisa fazer sentido. Simplesmente eu deveria entrar e sair escrevendo. As coisas devem brotar assim, do nada, da mente, dos dedos... Será que rola? Vou tentar. Ops. Já faltou assunto. E agora? Saio digitando a esmo? Vamos ver... hoje é dia de quê?... Aaaahh! Dia dos namorados!... OK! Então tá!

FELIZ DIA DOS NAMORADOS, queridos leitores - de preferência aos que têm namorado...

E para os que não têm? Ah... bom... Sei lá... "Não desistam" seria um bom conselho? E tem também aqueles que nem querem ter um namorado. Pra esse caso, prefiro dizer "então hoje não é dia de nada, e aproveite mais um dia que Deus lhe deu!" 🙂

Poxa, mas aí o post continuou curtinho. Droga. E agora? Fazer piada? Pode ser com o dia dos namorados? Tem gente que diz que hoje é o dia que Santo Antônio tem mais trabalho, com um bando de solteirona atrás do menino Jesus, e por aí vai. E eu achando que seria o dia que ele ia ficar mais tranquilo, sem ter que carregar o nenem!... E dá-lhe superstição...

Pro falar em namorado, lembrei da PresidentA do Brasil. Se fôssemos levar as flexões gramaticais de gênero ao extremo como ela faz, deveríamos supor que hoje só os homens vão ganhar presente... não é dia "das namoradas"... 🙂

BRASIL: O PAÍS EM QUE MAIS SE TRABALHOU PARA PAGAR IMPOSTOS!

Tabelinha com os países no mundo onde MAIS se gastou, em horas, para pagar impostos em 2011:
Pos. País Horas
1 Brasil 2600
2 Bolívia 1080
3 Vietnã 941
4 Nigéria 938
5 Venezuela 864
6 Bielorrússia 798
7 Chade 732
8 Mauritânia 696
9 Senegal 666
10 Ucrânia 657
Tabelinha com os países no mundo onde MENOS se gastou, em horas, para pagar impostos em 2011:
Pos. País Horas
1 Maldivas 0
2 Emirados Árabes Unidos 12
3 Bahrein 36
4 Qatar 36
5 Bahamas 58
6 Luxemburgo 59
7 Omã 62
8 Suíça 63
9 Irlanda 76
10 Seicheles 76
(Fontes: Ex-Blog do César Maia, Banco Mundial - Doing Business 2011) Resumindo: o brasileiro gasta "só" mais que o dobro de tempo que o pessoal do país segundo colocado na tabela, só para pagar impostos. Vou me mudar para as Maldivas.