… mas estou vivo, sim!
O fato de ter sumido por mais de um ano é que não achei mesmo motivação para escrever nada. Ando numa fase desanimada, que fico na dúvida se é um tipo de depressão ou se é mesmo nenhum saco de escrever algo que depois algum chato vai querer criticar, ou o mais “divertido” nesses dias: alguma ferramenta de IA vai sugar pra enfiar dentro de seus modelos, pois são tão inteligentes que sabem eu sou um grande escritor e que qualquer coisa aqui precisa ser gravada como um modelos exemplar da mais bela escrita humana e precisa ser simulada.
Mas a vida anda mesmo meio chata nesse período, com os dias todos muito corridos e repetitivos. Ando me divertindo mais vendo e reportando memes nas redes sociais, do que qualquer outra coisa. E isso é uma espiral divertida mas cansativa, e você facilmente perde muito tempo fazendo algo inútil. Tenho me forçado nos últimos dias a fugir disso, e acessar sites fora desse circuito, ler alguns artigos diferentes, ou pesquisar artes em lugares diferentes. Sites até que, há muito, não vinha visitado.
Tem também o estresse com política. Que é outra coisa da qual tenho me afastado há uns anos, ainda que com certa frequência ouça podcasts sobre isso – dos mais variados espectros políticos, pra ficar bem antenado com as loucuras de todos os lados (ainda acho esse aqui o melhos candidato de todos em todas as eleições). E aí às vezes tenho umas recaídas e começo a pesquisar e estudar sobre o assunto… e unindo isso à prática de “acessar sites que não visitava há muito tempo”, resolvi visitar o site da Câmara. E ainda assisti (ou melhor, ouvi enquanto trabalhava) a sessão de deliberação bem no dia que estavam votando sobre a MPV 1357 (cuja ideia era remover a “taxa das blusinhas”, ou seja, não taxas compras internacionais com valor menores de 50 dólares). Até aprovaram enquanto eu ainda estava assistindo e mandaram para o Senado, mas lá, tentei assistir, mas as coisas são mais lentas e não vi a continuação da votação por lá que ainda ia ocorrer no mesmo dia pois esperavam o retorno… só que Senador gosta de falar mais… e ainda teve um discurso emocionado do Paulo Paim que está prestes a se aposentar (depois de 40 anos direto no Congresso, entre mandatos nas duas casas).
Vou te dizer… até que às vezes esse negócio é interessante de assistir. Tem besteira? Tem. Tem discurso revoltado? Tem. Tem discurso revoltado sem razão real? Também tem. Tem de tudo. E isso é meio que viciante depois de um tempo, se parar pra prestar atenção no contexto inteiro e não ficar tomando partido de um lado ou de outro . Isso deve explicar porque tem gente que morre de amores por esse assunto, fora os que são efetivamente partidários de uma ideologia ou outra, e ficam antenados especificamente para criticar o que não gostam (e passar panos quentes para os que gostam).
Isso até me animou um pouco a reviver um projeto pessoal em que eu registrava algumas informações desse mundo político e abandonei há 10 anos. Antes mesmo do impeachment da Dilma, eu já estava cansando, ao ponto de, hoje em dia, não assistir nem telejornais mais.. não dá… mas voltar a eu mesmo catar as informações e fazer meu próprio “tracking” do que importa, parece bem divertido.
Talvez todo mundo devesse fazer o mesmo também. E ficar bem longe de redes sociais para esse tipo de assunto. Não vai ajudar em nada, nunca.
E é nesse momento que a gente na verdade acaba ganhando muita informação e chega a uma conclusão a que eu já vinha chegando: é praticamente impossível apontar alguém lá no poder e dizer “esse cara é bom, esse cara é do bem, esse cara não é bandido, não é envolvido em nada”. Aí vem também os engraçadinhos que falam mal de urna mas fazem festa quando ganham com ela (ué?)…
Entendeu por que digo que aquele lá é o melhor candidato?