Fonte:
Portal do Selo (Filatélica Penny Black)
obs.: Estou bem longe da aposentadoria, mas... 😀
(Escrito por Ana Lúcia Loureiro Sampaio) Os benefícios prestados ao ser humano pela filatelia são muitos; vão desde a formação de sua personalidade, quando iniciada ainda na infância; a prevenção de doenças provocadas prelo estress na idade adulta, do homem ou mulher em plena atividade profissional; até a prevenção da depressão e de todas as moléstias acarretadas, na idade madura; quando o homem e a mulher já estão afastados de um interesse profissional que o motive a continuar vivo, forte e atuante.
Como este é um bate-papo informal com pessoas de minha própria geração, vamos deixar, no momento, crianças e jovens de lado e, conversar sobre o que realmente nos interessa: a nossa qualidade de vida.
A aposentadoria embora sempre esperada, devido a necessidade que vamos sentido com o passar do tempo, de um merecido descanso ou de um ritmo de vida menos acelerado, quando chega, em um primeiro instante, é só alegria. Viva!!! Estou livre!!! Agora sim é que vou aproveitar a vida!!! É uma espécie de lua de mel, antes de se cair na real. Depois que tivermos feito todas as viagens permitidas pelo orçamento, depois que tivermos lido alguns livros, depois de nos distrairmos com os filhos e netos alguns dias, do nada, aparece um buraco a nossa frente, um vazio que parece não ter fim; é a hora do perigo, gente: é a depressão causada pela perda. Perda sim, perda de um interesse central que nos faça acordar cedo a cada dia, e sair para a rua, encontrar os amigos no trabalho; bater um papo aqui outro ali, fazer o que se tem que fazer, sentir fome ao esperar o horário de almoço, ficar cansado e voltar para a casa com notícias para contar certo de que irá também ouvir outras.
É isso aí, não se pode viver sem um objetivo, uma coisa que realmente nos interesse fazer, uma paixão. Um casal de certa idade pode se amar profundamente, pode ser cúmplice e companheiro em todos os momentos, mas não pode viver um pendurado no pescoço do outro 24 horas por dia, falando da casa, dos filhos, dos netos e dos programas de televisão; ou do dói aqui e dói ali. Doer dói mesmo, porque ainda somos mutantes e nossa coluna ainda não está perfeitamente adequada para a vida em pé. Nossos antepassados quando desceram das árvores, foram muito precipitados ao se levantar nas patas traseiras antes de estarem prontos para isso; e quando o homem moderno afinal sentou e, quase parou de andar, com a invenção do automóvel, a coisa piorou; pois em vez de apoiar o peso nas pernas passou a apoiar-se quase que exclusivamente na coluna que é bem frágil para sustentar o peso do sedentarismo cada vez maior.
Então, na falta de algo melhor para se fazer, começa a peregrinação pelos médicos e a se tomar remédios em excesso, dos quais não há um sem efeito colateral. Aliás ir aos médicos torna-se lazer, experimentam …
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