Soneto a um terno amor
Em meu regaço tua terna fronte
descansa
E as mãos afagam a seda dos teus cabelos
Peço a Deus que te faça atender meus apelos:
Que não acordes desta tua vigília mansa.
Nessa hora sou eu teu forte, tua segurança
Quando dormes cubro-te de maternos zelos
Mas despertas, livrando-te dos pesadelos
Com um sorriso meigo como de criança.
É quando nossos lábios se
unem ternamente
Que eu percebo o quanto careço do teu amor
E que, mesmo quando não estamos lado a lado
Meu coração só pulsa
pelo teu ausente.
Sabes agora porque canto em teu louvor
E a razão deste meu sorriso apaixonado?
Juliana Cruz Lopes
Copyright ©2002 Juliana Cruz Lopes